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O oitavo dia

Um encontro com Albert Schweitzer


Albert Schweitzer (14 de janeiro 1875-04 de setembro de 1965) nasceu em uma família alsaciana que durante gerações tinha sido dedicada à religião, música e educação. Seu pai e seu avô materno eram ministros, tanto de seus avôs eram organistas talentosos;. Muitos de seus parentes eram pessoas de realizações acadêmicas Schweitzer entraram em seus intensos estudos teológicos em 1893 na Universidade de Estrasburgo, onde ele obteve um doutorado em filosofia em 1899, com uma dissertação sobre a filosofia religiosa de Kant, e recebeu sua licenciatura em Teologia em 1900. Ele começou a pregar Igreja de São Nicolau, em Estrasburgo, em 1899, ele ocupou vários altos cargos administrativos 1901-1912 na Faculdade de Teologia de St.Thomas, a faculdade, ele tinha participado da Universidade de Estrasburgo. Em 1906 ele publicou A Busca do Jesus Histórico , um livro em que muito de sua fama como um estudioso teológico descansa. Entretanto, ele continuou com uma carreira de destaque musical iniciado em tenra idade com aulas de piano e órgão. Apenas nove anos quando realizada pela primeira vez na igreja de seu pai, ele foi, a partir de sua masculinidade jovem para seus oitenta anos médios, reconhecidos como organista de concerto, conhecido internacionalmente. De seus compromissos profissionais, ele ganhou fundos para a sua educação, em particular a sua escolaridade mais tarde médico, e para o seu hospital Africano. Musicólogo bem como performer, Schweitzer escreveu uma biografia de Bach, em 1905, em francês, publicou um livro sobre a construção de órgãos e jogando em 1906, e reescreveu o livro Bach em alemão em 1908. Tendo decidido a ir para a África como missionário médico, em vez de como pastor, Schweitzer em 1905 começou a estudar medicina na Universidade de Estrasburgo. Em 1913, depois de ter obtido o seu grau de MD, ele fundou sua hospital em Lambaréné na África Equatorial Francesa, mas em 1917 ele e sua esposa foram enviados para um campo de internamento francês como prisioneiros de guerra. Lançado em 1918, Schweitzer passou os próximos seis anos na Europa, pregando na sua antiga igreja, dando palestras e concertos, tendo cursos de medicina, escrevendo On the Edge da floresta primitiva, A Decadência e Restauração de civilização, e de Ética , e cristianismo e as religiões do mundo . Schweitzer retornou a Lambaréné em 1924 e, exceto por períodos de tempo relativamente curtos, passou o resto de sua vida lá. Com os recursos obtidos com os royalties próprios e taxas aparência pessoal e com aqueles doados de todas as partes do mundo, ele expandiu o hospital para edifícios 70, que pelo início de 1960 poderia cuidar de mais de 500 pacientes em residência a qualquer momento. Na Lambaréné, Schweitzer era médico e cirurgião no hospital, pastor de uma congregação, administrador de uma aldeia, superintendente de edifícios e terrenos, escritor de livros acadêmicos, comentarista contemporâneo, anfitrião músico história, inúmeros visitantes. As honras que recebeu foram numerosos, incluindo o Prêmio Goethe de Frankfurt e doutoramentos honoris causa de várias universidades, enfatizando uma ou outra de suas realizações. O Prêmio Nobel da Paz de 1952, tendo sido retido no mesmo ano, foi-lhe dada em 10 de dezembro de 1953. Com o dinheiro do prêmio $ 33.000, ele começou o leprosário de Lambaréné. Albert Schweitzer morreu em 4 de setembro de 1965, e foi sepultado em Lambaréné.

Fonte:http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1952/schweitzer-bio.html

Este documentário, ganhador do Prêmio da Academia de 1957, esteve perdido durante muito tempo. Ele cobre a vida e os tempos do lendário humanitarista e Prêmio Nobel da Paz. A câmera segue Albert Schweitzer em torno de seu hospital na África Equatorial Francesa, onde seus esforços haviam ajudado os moradores a construir e melhorar sua forma de vida.




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Documentário sobre Albert Schweitzer

Albert Schweitzer possuía um fantástico sentimento de solidariedade que lhe permitiu sentir a aflição dos outros. Chegando ao apogeu de sua carreira, parecia-lhe inconcebível a idéía de aceitar uma vida feliz e amena enquanto em volta de si muitos gemiam e sofriam. Foi numa manhã de verão de 1896, em Günsbach, que a alma de Schweitzer decidiu colocar-se a serviço dos outros. Perseguia-o as Palavras de Jesus: “Quem quer possuir a vida, perdê-la-á; quem por amor de Mim a perder, este a possuirá”.

Albert Schweitzer, por volta dos trinta anos, já tinha publicado um opúsculo sobre Eugen Münch, uma tese sobre a vida de Jesus, um estudo sobre a filosofia de Emanuel Kant, duas obras de vulto, uma em francês e outra em alemão, sobre J.S.Bach, e finalmente um livro sobre “A arte de construir órgãos e a arte de tocá-los”. Mas apesar de todos os seus altos estudos, Albert Schweitzer, sentia que, como homem civilizado, filho da região que bem podia ser apontada como centro de gravidade da cultura européia, ele sabia melhor do que ninguém que um livro bem feito é uma bênção para todos; sabia que a Teologia deve ser ensinada com competência; que a música de Bach deve ser bem compreendida e que os órgãos devem ser esmeradamente construídos. Alguma coisa dentro dele lhe dizia agora, na esquina dos trinta anos, que todos aqueles primores são vãos se o mundo não é fraterno. A impaciência de seu coração pedia obra mais direta.

Não distinguia bem qual seria a obra para a sua vida. Pensou primeiro em alguma atividade realizada na própria Europa; acolher crianças abandonadas com o objetivo de elas serem educadas com o mesmo ideal e ele procuraria obter delas o compromisso de mais tarde ajudarem outras crianças. Quando em 1903, passou a ocupar a direção do Instituto Teológico, ofereceu seus serviços, baseados nesta proposta e não obteve êxito. As organizações existentes de socorro à infância abandonada desconfiavam da perseverança do voluntário que se oferecia. Por incrível que pareça, mesmo após o incêndio do Orfanato de Estrasburgo, sua oferta de acolher provisoriamente algumas crianças não foi atendida.

Depois do insucesso da primeira atividade assistencial, ingressou num movimento organizado pelo pároco August Ernest, de Santo Tomás, que consistia em ajudar moradores de rua e ex-condenados, a fim de levá-los para o convívio, para a comunhão dos homens. Algumas vezes conseguiu prestar auxílio merecido e real, mas convenceu-se de que não era ainda esse o seu caminho.

Em 1904, Albert Schweitzer, encontrou um fascículo da Sociedade Missionária de Paris, folheando-o, seus olhos depararam com um título de um artigo: “As Necessidades da Missão do Congo” . E de repente, como se um relâmpago iluminasse a alma, Schweitzer tomou para si o chamado “A Igreja precisa de homens que respondam logo ao chamado do Senhor com estas palavras: Eis-me aqui, Senhor”. A partir deste momento Schweitzer tomou a resolução; ser médico na Missão africana.

“No dia 13 de outubro de 1905, uma sexta-feira, em Paris, coloqueis várias cartas numa caixa postal da Avenue de La Grande Armée, comunicando a meus pais, e alguns amigos mais próximos, a resolução de iniciar os estudos de medicina no princípio do semestre de inverno, para trabalhar como médico na África Equatorial. Numa das cartas, alegando a necessidade de me dedicar aos novos estudos, pedia demissão do meu cargo de diretor do Instituto Teológico de São Tomás”. Assim nos conta o próprio Albert Schweitzer em sua autobiografia.

Foi uma surpresa para todos, a decisão tomada por Albert. Seus amigos levantaram uma onda de protestos e recriminações, e o reitor e demais professores da Universidade de Estrasburgo balançavam a cabeça quando aludia ao caso. Uma das suas dificuldades foi a volta aos bancos escolares aos trinta e tantos anos, entre rapazes de dezoito. É fácil imaginar o isolamento em que viveu e certamente não faltaram gracejos, ironias, dirigidos pelos rapazes àquele homenzarrão taciturno e obstinado.

Seis anos! Durante esse período ele continuava realizando concertos e conferências em Paris. A sua relação de amizade com Helena Bresslau era mais freqüente e cada vez mais descobria a apatia que sentiam um pelo outro. Nesse tempo ela estudava enfermagem.

Formado em Medicina, Schweitzer achou ainda indispensável seguir em Paris um curso intensivo sobre doenças tropicais; e nesse meio tempo começou a angariar fundos para um hospital que sonhava construir em Lambarene, nas margens do rio Ogooue. Não procurou nenhum subsídio proveniente de qualquer instituição, nem quis nenhum auxílio do Estado. Queria realizar seu trabalho com absoluta independência, livre de compromissos e principalmente livre de qualquer ligação com a burocracia estatal. Recorreu a amigos, bateu em todas as portas, e antes de iniciar a aquisição do material necessário, tratou de obter o apoio e a permissão da Sociedade Missionária de Paris.

Antes de deixar a Europa, o Dr. Schweitzer apresentou sua tese, em que a Medicina e a Teologia se entrelaçavam: “Estudo psiquiátrico de Jesus. Exposição e crítica”

Em 1913 o Dr. Schweitzer casou-se com Helèné. E logo após, num domingo de Páscoa, os recém-casados embarcam no vapor “Europa”, em Bordéus, com destino à África Equatorial
(Gabão), onde construiu, nas margens do rio Ogoué, um hospital para doenças tropicais e a clínica para leprosos Lambaréné, que desenvolvia uma intensa atividade médica e missionária.

Durante a Primeira Guerra Mundial, foi encarcerado pelas tropas francesas e, em 1924, regressou a Lambaréné. Recorrendo a conferências, a concertos de órgão (era um especialista em Bach) e aos dividendos obtidos com seus livros, conseguiu financiar as instalações. Schweitzer tornou-se uma figura lendária devido a sua atividade solitária. No campo teológico, dedicou-se à investigação sobre a vida de Jesus. Em 1951, recebeu o Prêmio da Paz outorgado pelos livreiros alemães e, em 1952, o Prêmio Nobel da Paz.

Em 1958 ele fez apelos na Rádio de Oslo para o abandono de testes nucleares. Durante toda sua vida, Schweitzer escreveu vários livros, dentre eles The Philosophy of Civilization, The Mystery of the Kingdom of God e Out of My Life and Thought, que consiste na sua autobiografia. Seu estudo Reverence for Life apresenta os fundamentos para o pensamento bioético.

Schweitzer morreu em quatro de setembro de 1965, em Lambarené.
fonte: http://cleudf.blogs.sapo.pt/19836.html

 
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